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Candidíase: O que é, tipos, sintomas e tratamento

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Candidíase: O que é, tipos, sintomas e tratamento

Você sabe o que é candidíase? Muito lembrada por causar sintomas relacionados aos órgãos genitais femininos, ela também pode afetar as unhas, a pele, a boca, a garganta, a corrente sanguínea e os órgãos genitais masculinos.

Neste artigo, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre essa infecção. Vamos falar sobre os sintomas, a transmissão, o diagnóstico, o tratamento e os tipos de candidíase.

É importante lembrar que, em caso de suspeita , você deve procurar um médico para obter o diagnóstico e o tratamento adequados.

Este post tem o objetivo apenas de orientar a sanar dúvidas a respeito desse tipo de infecção, tão comum no universo feminino.

Afinal, o que é candidíase?

A candidíase é uma infecção causada por fungos também chamada de monolíase, que pode ser transmitida durante as relações sexuais, ainda que não seja classificada como uma doença sexualmente transmissível.

Entre os fungos causadores da candidíase, o mais comum é a Cândida albicans, daí deriva o nome da doença.

Alguns dos fatores que podem estar associados à infecção são a baixa imunidade, diabetes, alergias e a contaminação pelo HPV.

Mas a doença também pode estar associada à gravidez e ao uso de antibióticos, anticoncepcionais e corticóides.

A infecção é um dos problemas ginecológicos mais comuns e, por isso, muita gente a associa ao órgão genital feminino.

Porém, o fungo causador pode estar presente em todo o sistema gastrointestinal humano e também na região anal.

Mas a vagina possui um ambiente ácido que favorece o surgimento de uma colônia de fungos, principalmente se houver um desequilíbrio relacionado à imunidade.

Por isso, o problema afeta tanto as mulheres e é um dos casos típicos de patologias que podem ser evitadas com o autocuidado contínuo e a alimentação saudável.

No entanto, podemos dizer que a Cândida, fungo causador da candidíase, é oportunista e procura ambientes favoráveis onde consiga se desenvolver.

Sendo assim, se houver um desequilíbrio orgânico em sua flora vaginal ou se sua imunidade estiver baixa de maneira geral, você pode ser uma forte candidata a desenvolver essa infecção.

Mas não é porque a candidíase é menos frequente em outras partes do corpo que devemos desconsiderar suas variações.

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Vamos ver, em seguida, os diferentes tipos  que podem ser desenvolvidos.

Tipos de candidíase

Como dissemos anteriormente, ainda que a infecção vaginal seja a forma mais comum de candidíase, existem outros tipos de manifestação dessa mesma doença no corpo humano.

Mas, agora que você já entendeu o que é candidíase, podemos falar sobre essas diferentes manifestações.

Candidíase vaginal

Esse é o tipo mais comum , confundido por muita gente como a única forma de manifestação da infecção.

A candidíase vaginal acomete mulheres que apresentam desequilíbrio entre os microrganismos da flora vaginal e que estão com a imunidade baixa.

Esses desequilíbrios podem estar associados ao uso de determinados medicamentos e também ao período de gravidez.

Sendo assim, o fungo, que já está presente no organismo, encontra a oportunidade para se fortalecer e se replicar mais, pois o corpo femninino não tem condições, naquele momento, de evitar essa proliferação.

Há uma estimativa de que cerca de 75% das mulheres desenvolvem candidíase vaginal em algum momento da vida, ainda que não percebam ou não façam o tratamento adequado.

Candidíase na boca

Também chamada de candidíase oral, essa manifestação do fungo tem como característica o surgimento de pequenas aftas que dificultam o engolimento dos alimentos.

Ao contrário da candidíase vaginal, que é mais comum em mulheres em idade fértil, a versão oral da doença pode afetar pessoas de ambos os sexos, desde as crianças até os idosos.

Portanto, ela se manifesta muito comumente em pacientes que estão passando por tratamentos que afetam o sistema imunológico.

Candidíase na pele

A candidíase na pele é o nome mais popular do intertrigo candidiásico, que costuma surgir na pele sem necessariamente estar associado a outros fatores.

Essa manifestação da infecção é mais comum onde existem dobras cutâneas, como as axilas, sob as mamas, a região entre os dedos, a virilha, a parte interna das coxas, o pescoço e a bolsa escrotal.

Ela ocorre por conta do atrito constante da pele, que causa pequenas lesões, unindo os fatores necessários para o desenvolvimento dos fungos: calor e umidade.

Candidíase de esôfago

A candidíase de esôfago também é classificada como um tipo de esofagite de origem infecciosa causada por fungos.

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Mas, entre todos os tipos de inflamações que podem acometer o esôfago, esse é o menos frequente e também predomina em pacientes com baixa imunidade.

Em suma, essa manifestação da doença é muito rara em crianças, sendo mais comum em idosos e pacientes portadores do vírus HIV e em tratamento contra o câncer.

Candidíase no trato urinário

Essa versão da infecção pode se manifestar com sintomas parecidos com os da cistite causada por bactérias.

Mas a doença também pode ser assintomática. Em ambos os casos, ela só costuma ser detectada através de exames de análise da urina.

Candidíase masculina

Essa versão da infecção se manifesta no órgão genital masculino e por isso também é chamada de candidíase de pênis ou peniana. Mas seu nome original é balanopostite.

Ela é muito menos recorrente do que a candidíase vaginal, mas também costuma estar associada a problemas de imunidade.

Outro fator que pode culminar na candidíase masculina é a higiene precária do órgão genital. Nesse caso, são comuns a dor na glande, o inchaço e a vermelhidão.

Cabe aqui lembrar que, embora exista essa classificação específica conhecida como candidíase masculina, os homens também podem ser afetados pelas outras possibilidades de manifestação da infecção. Com exceção, obviamente, da candidíase vaginal.

Candidíase invasiva

Também conhecida como candidíase disseminada, ela geralmente é considerada uma infecção hospitalar.

Mas ela é associada também a problemas no sistema imunológico, a candidíase invasiva é muito comum em recém-nascidos prematuros ou com baixo peso.

Nessas condições, o fungo consegue atingir a corrente sanguínea e afetar qualquer órgão, o que pode causar complicações mais sérias.

Sintomas

Vamos ver, em seguida, os principais sintomas de cada manifestação da candidíase.

Sintomas da candidíase vaginal

  • Coceira, ardência ou queimação na área da vulva;
  • Dor e vermelhidão na mesma região;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Corrimento vaginal de coloração branca.

Sintomas da candidíase de boca

  • Manchas brancas com aspecto cremoso na parte interior da boca, nas paredes internas das bochechas e na língua;
  • Rachaduras nos cantos exteriores da boca;
  • Vermelhidão, desconforto e ardência;
  • Dificuldades para engolir.

Sintomas da candidíase de pele

  • Vermelhidão ou escurecimento da coloração nas regiões em que há sobras de pele;
  • Formação de erosões e crostas nessas regiões;
  • Descamação da pele;
  • Coceira, desconforto ou queimação na região das dobras de pele;
  • Secreções líquidas nessas regiões.

Sintomas da candidíase no esôfago

  • Dificuldades para engolir;
  • Dor no peito e no abdômen;
  • Perda do apetite;
  • Náuseas e vômito.

Sintomas da candidíase no trato urinário

  • Dor para urinar;
  • Micção frequente.

Sintomas da candidíase masculina

  • Ardência, coceira e inchaço na glande;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Ardência ou dor ao urinar;
  • Feridas ou rachaduras na pele do pênis;
  • Odor forte;
  • Corrimento branco

Sintomas da candidíase invasiva

  • Urina turva;
  • Inflamações nas articulações;
  • náuseas e vômito;
  • Dor de cabeça;

Transmissão

Como vimos, a candidíase está mais relacionada a alterações no sistema imunológico do que à transmissão por contato.

Muitas vezes, o fungo já está presente no organismo e, em determinado momento, encontra o ambiente propício para se desenvolver.

Mas, sim, as candidíases vaginal e peniana podem ser transmitidas através da relação sexual e vai se manifestar principalmente se a pessoa estiver com a imunidade baixa.

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Pode-se dizer que as pessoas ficam mais suscetíveis à manifestação dos sintomas da infecção quando fazem uso de medicamentos como os anticoncepcionais, os corticoides e os antibióticos.

Muitas vezes, essa situação independe do contato com outra pessoa infectada pelo fungo.

Diagnóstico

A candidíase vaginal, tipo mais comum da infecção, pode ser diagnosticada através do exame clínico ginecológico, do exame de Papanicolau e de testes laboratoriais.

Muitas vezes, elapode ser confundida com outros tipos de infecção. Por isso, para ter certeza sobre o diagnóstico, é importante fazer os exames de cultura das áreas afetadas.

Em todos os casos, para o diagnóstico, além dos exames de análise de amostras das áreas afetadas e dos exames de sangue, também é levado em consideração o histórico do paciente.

Tratamento

Após o diagnóstico, o tratamento geralmente é feito com o uso de pomadas antifúngicas e medicamentos antimicóticos.

Também são prescritos medicamentos a serem tomados por via oral, nos casos de persistência da infecção. Mas esta última opção é contraindicada caso você esteja grávida.

No caso específico da candidíase invasiva, a infecção é tratada no hospital com a utilização de medicamentos imunossupressores.

Quando um casal apresenta infecções de candidíase nos órgãos genitais, a recomendação é que ambos façam o tratamento conjuntamente.

As soluções caseiras que costumam ser usadas nos casos de candidíase, como o chá de camomila e os banhos de assento, podem aliviar os sintomas mas não dispensam a visita ao médico.

Além dos medicamentos a serem indicados pelo médico, muitas vezes, para combater os sintomas, é preciso repensar o seu estilo de vida.

Isso porque a infecção, como foi dito em vários momentos deste artigo, está relacionada à baixa imunidade. Leia 9 sintomas de baixa imunidade

Então, hábitos saudáveis podem ajudar não só no tratamento, mas também na prevenção.

Então, manter o autocuidado é fundamental: beba bastante água, mantenha uma alimentação saudável, pratique atividades físicas e evite o cigarro e as bebidas alcoólicas.

Tudo isso vai ajudar o seu sistema imunológico e diminuir os riscos não só da candidíase, mas também de outras infecções.

Gostou do artigo? Comente aqui embaixo se você ainda tiver alguma dúvida sobre candidíase. Até o próximo post!

 

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