InícioGravidezCurva glicêmica: O que é e qual a sua importância

Curva glicêmica: O que é e qual a sua importância

-

Toda gestante deve fazer o acompanhamento pré-natal em dia e realizar todos os exames solicitados por seu médico, garantindo, assim, um desenvolvimento saudável para o seu bebê. Um desses exames é o chamado teste de curva glicêmica e é sobre ele que vamos falar neste artigo.

O desenvolvimento de diabetes gestacional é um sério risco corrido pelas mulheres grávidas em razão das diversas alterações e adaptações que ocorrem em seu organismo nesse período. 

Como surge a Diabete Gestacional?

O problema pode surgir da seguinte maneira: há uma tendência à hipoglicemia durante a gestação, pois o feto consome constantemente a glicose da mãe.

Quanto mais o bebê se desenvolve, mais ele precisa dessa glicose. No segundo trimestre da gestação essa demanda por glicose fica mais intensa. 

Então, o organismo da mulher cria um mecanismo para controlar a hipoglicemia, produzindo hormônios.

A atuação desses hormônios serve para diminuir o poder de ação da insulina, possibilitando a disponibilidade de uma quantidade maior de glicose na corrente sanguínea. 

Esse efeito pode ser satisfatório, mas, em alguns casos, a atuação dos hormônios pode se tornar muito forte. 

Então, quando isso ocorre, o pâncreas da gestante precisa produzir muita insulina para evitar os níveis elevados de glicose no sangue. 

Quando o organismo não dá conta de produzir toda a insulina necessária, a gestante desenvolve o diabetes gestacional. 

Como esse problema de saúde não costuma apresentar sintomas, é importante fazer uma possível detecção através de exames.

Por que fazer o exame de Curva Glicêmica?

É aí que entra o exame da curva glicêmica. Ele compõe a lista de testes que precisam ser feitos ao longo da gestação e, portanto, está incluído em um bom acompanhamento pré-natal. 

Muitas gestantes reclamam do longo tempo que o exame dura (no mínimo duas horas em razão das várias coletas de sangue) e também da necessidade de ingestão de um líquido que pode provocar náuseas. 

Falaremos sobre a necessidade das várias coletas e de beber o líquido açucarado ao longo deste artigo. Mas é importante já deixar claro que um possível desconforto é perfeitamente normal.

O líquido que você vai precisar ingerir após a primeira coleta de sangue pode causar náuseas até em pessoas que não estão grávidas.

Mas essa é a melhor forma disponível para verificar se você está desenvolvendo ou corre riscos de desenvolver diabetes gestacional. 

- Continua Depois da Publicidade -

Portanto, vale a pena um esforço para conseguir realizar o exame satisfatoriamente. O bem-estar do seu bebê pode estar em jogo. 

Ao ler os próximos tópicos, você vai entender o que é e para que serve o exame da curva glicêmica, como e quando esse exame é feito e quais são os valores de referência. 

O que é e para que serve o exame da curva glicêmica

O exame da curva glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose (TOTG) é um exame de sangue solicitado pelos médicos quando o paciente apresenta alguma alteração na glicemia em jejum.

Com o exame, é possível medir a concentração de glicose no sangue em jejum e depois da ingestão de um líquido açucarado que o próprio laboratório fornece. 

Esse exame tem como objetivo entender o funcionamento do organismo diante de uma grande concentração de glicose. 

Assim, a curva glicêmica serve para ajudar no diagnóstico de diabetes, pré-diabetes, resistência à insulina e outros problemas relacionados às células do pâncreas.

Para as mulheres grávidas, o teste é especialmente importante, já que o diabetes gestacional é um risco tanto para o bebê quanto para a futura mamãe.

Por isso, o exame de curva glicêmica é um dos testes indispensáveis dentro do seu acompanhamento pré-natal.

Como é feito o exame da curva glicêmica?

Como dissemos anteriormente, é o objetivo do exame da curva glicêmica compreender o comportamento do organismo diante de altas concentrações de glicose. 

Para isso, é preciso primeiro coletar uma amostra de sangue com o paciente em jejum de pelo menos oito horas.

Depois da primeira coleta, o paciente deve beber um líquido açucarado que o laboratório oferece.

Esse líquido contém aproximadamente 75g de glicose, nos casos de pacientes adultos, e 1,75g de glicose para cada quilo, nos casos em que os pacientes são crianças.

Após a ingestão do líquido, são feitas mais algumas coletas, de acordo com a solicitação médica. 

Normalmente são feitas três coletas de sangue, sendo a última delas coletada após duas horas da ingestão do líquido açucarado. 

Mas a duração do exame pode chegar até a quatro horas em alguns casos, conforme a solicitação do médico. 

- Continua Depois da Publicidade -

As múltiplas coletas são necessárias porque, assim, é possível verificar a velocidade com que os carboidratos são consumidos. 

A expressão “curva glicêmica baixa” é utilizada quando o açúcar chega de forma lenta ao sangue. Já a “curva glicêmica alta” acontece quando o açúcar chega muito rapidamente ao sangue. 

Por fim, as amostras vão para o laboratório, onde são feitas análises no sentido de identificar a quantidade de açúcar no sangue em cada coleta.

O médico, então, faz um gráfico para avaliar as condições de saúde do paciente e a possível detecção de diabetes.

Quais são as recomendações para realizar o exame?

Além de pelo menos oito horas de jejum (que pode chegar até a 14 horas, dependendo da recomendação médica), recomenda-se que o paciente não pratique atividades físicas nem fume antes de fazer o teste.

Talvez seja necessário também o remanejamento dos horários para  ingestão de remédios, já que algumas medicações podem alterar o resultado do exame. 

Então, quando seu médico solicitar o teste de curva glicêmica, lembre-se de perguntar a ele se você poderá consumir normalmente as medicações que toma diariamente.

Há também a restrição do consumo de bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o exame e a indicação de manutenção da dieta habitual no período que antecede o início do jejum. 

No caso das gestantes, o exame de curva glicêmica é feito da mesma maneira, com o jejum de oito horas antes da primeira coleta de sangue, a ingestão do líquido açucarado e mais algumas coletas depois disso.  

Cada coleta deve ser feita com a mulher deitada ou sentada de forma confortável para evitar tonturas, náuseas, quedas ou qualquer outro mal-estar decorrente do longo período de jejum e da ingestão do líquido açucarado. 

Os valores de referência para o exame da curva glicêmica são diferentes dos valores utilizados para os demais pacientes, no caso das gestantes. 

Quando se detecta alguma alteração , o exame precisa se repetir para que o médico tenha certeza sobre o diagnóstico.

Quais são os valores de referência?

A glicemia normal deve estar abaixo de 100 mg/Dl, em jejum.

Passadas duas horas da ingestão do líquido açucarado, a curva glicêmica é avaliada conforme os seguintes parâmetros:

  • Se a glicemia encontrada for inferior a 140 mg/dl, ela está normal e não há detecção de um possível caso de diabetes;
  • Se a glicemia estiver entre 140 e 199 mg/dl, há a detecção de uma tolerância diminuída à glicose. Nesse caso, o resultado do exame indica que a pessoa corre um grande risco de desenvolver diabetes, podendo já ser diagnosticada como portadora de pré-diabetes;
  • Se a glicemia for igual ou superior a 200 mg/dl, este será um sinal do diabetes. 

Para um diagnóstico preciso da doença, quando se detecta uma alteração, o médico costuma pedir um novo exame depois de alguns dias.

- Continua Depois da Publicidade -

Se confirmado o diagnóstico, serão necessários um acompanhamento detalhado e alguns exames complementares. 

Quando fazer o exame?

Mesmo que você não tenha desenvolvido nenhum tipo de diabetes antes de ficar grávida, a partir do momento que você se torna uma gestante, os riscos de ter diabetes gestacional é grande.

Por isso, o controle da glicose é importantíssimo para a manutenção de uma gravidez saudável.

O exame de curva glicêmica, portanto, deve fazer parte do acompanhamento pré-natal de todas as grávidas.

Mas ele não deve ser feito em qualquer momento da gestação. Isso porque o diabetes gestacional se desenvolve em um momento específico.

Existe uma fase em que o organismo pode não conseguir produzir toda a insulina necessária para evitar a possível hiperglicemia decorrente da ação dos hormônios da gravidez. 

Isso acontece a partir da 20ª semana, com algumas variações. Por isso, a recomendação é que o exame da curva glicêmica seja feito entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. 

É nesta fase em que as futuras mamães podem desenvolver diabetes gestacional por diversas razões, mas, sobretudo, por conta das alterações hormonais que acontecem ao longo da gravidez. 

Entre as possíveis consequências do diabetes gestacional estão o crescimento excessivo do bebê, o parto prematuro e as complicações durante o parto.

É por essa e outras razões que é tão importante manter sempre o seu acompanhamento pré-natal em dia. E também cultivar uma alimentação adequada e hábitos igualmente saudáveis durante a gestação. 

Se você já fez ou vai fazer o teste de curva glicêmica, conte para a gente nos comentários sobre sua experiência. Você corre riscos de ter diabetes gestacional? Tem adotado os cuidados necessários e cultivado hábitos saudáveis? Quais são as suas dificuldades?

A gravidez é um período mágico, mas também cheio de dúvidas. Vamos conversar sobre o assunto! Nosso blog está aqui para te ajudar. Até o próximo post!

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia Também

Anticoncepcional: tudo que você precisa saber

Anticoncepcional: tudo que você precisa saber

0
Você utiliza ou planeja utilizar o anticoncepcional? Este é um recurso que revolucionou a vida das mulheres positivamente, mas também tem efeitos colaterais.  Antes de...
Nona semana de gestação

Desenvolvimento da gravidez : 9ª semana de gestação

0
Chegamos a mais um post da nossa série sobre o desenvolvimento da gravidez semana a semana! E agora é hora de falar sobre a...

Oii mamãe, voce deseja receber nossas novidades em seu email?