InícioMaternidadeMastite: O que é, sintomas, tratamento e como evitar

Mastite: O que é, sintomas, tratamento e como evitar

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A mastite é um problema de saúde muito comum entre mulheres que estão amamentando, atingindo cerca de 10% delas.

Todo mundo tem uma amiga, vizinha ou parente que teve mastite e, por conta dessa cotidianização, surge também uma banalização do problema.

Então, estamos aqui para lembrar que um problema recorrente não é o mesmo que um problema que não pode evoluir.

A mastite, quando não tratada adequadamente, pode representar sérios problemas tanto para a saúde do seu bebê quanto para a sua.

Ao ler os próximos tópicos deste artigo, você vai entender melhor o que é mastite, quais são as principais causas e sintomas deste problema, como são feitos o diagnóstico e o tratamento e como prevenir a doença. 

O que é mastite?

A mastite é uma inflamação da mama muito comum em mulheres que estão amamentando, que pode ser acompanhada por uma infecção.

Ainda que esse seja um problema de saúde muito comum entre as lactantes, ele não se restringe a elas. Pode ocorrer em mulheres que não estão amamentando e até em homens. 

Todavia, por conta da obstrução por onde passa o leite materno e da possível entrada de bactérias pela boca do bebê, a mastite é realmente muito mais recorrente em quem está amamentando. 

Isso acontece sobretudo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê, afetando quase sempre apenas uma das mamas.

A obstrução dos dutos que levam o leite materno das glândulas mamárias até o mamilo é a principal razão do desenvolvimento da mastite.

Nesse caso, pode não haver a infecção e o problema ser caracterizado somente pela inflamação decorrente do bloqueio dos dutos, que deixa o leite parado na mama. 

A mama com o leite estagnado é um ambiente altamente propício para o acúmulo de bactérias e é aí que surge a infecção. 

Nos casos em que há uma ou mais rachaduras ao redor do mamilo, as bactérias também podem aproveitar essa brecha para penetrarem a pele.

Se isso ocorrer, haverá uma infecção bacteriana que geralmente é tratada com o uso de antibióticos. 

O que causa a mastite

São vários os fatores que podem dar origem à mastite e, como vimos, ela é mais comum em mulheres que estão amamentando, sobretudo nos três primeiros meses de vida do bebê.

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Há indícios de que a amamentação realizada sempre na mesma posição pode potencializar o surgimento da mastite. 

Outros fatores de risco são quando a nova mamãe carrega muito peso e quando ela não cuida bem da própria saúde, principalmente quando não cultiva uma alimentação balanceada. 

A despreocupação com a alimentação é um grande risco nessa fase em que o corpo feminino precisa de muitos nutrientes para produzir o leite materno.

Quando a alimentação não é adequada, há uma queda da imunidade, o que favorece o fortalecimento de infecções causadas por bactérias. 

A mastite também é mais provável de acontecer quando a mulher usa roupas muito apertadas e com pouco conforto, como sutiãs que não são apropriados para o período da amamentação. 

A questão emocional também pode ser um risco, pois a mastite é bastante comum em mulheres que estão estressadas, cansadas e tristes.

Nos casos de mastite não relacionados à amamentação, o problema pode ser sinalizado a partir do aparecimento de cortes ou feridas no mamilo.

Nesses casos, a alteração pode estar relacionada ao envelhecimento natural da mama, como ocorre, por exemplo, na menopausa. 

Principais sintomas da mastite

A mastite geralmente se desenvolve em menos de dois dias, depois dos quais já é possível notar os principais sintomas. 

A recomendação é que o tratamento seja feito o quanto antes, para evitar a evolução para uma infecção mais grave.

Veja abaixo os principais sintomas:

  • Inchaço, endurecimento e/ou vermelhidão na mama;
  • Dor intensa na mama;
  • Dores por diversas regiões do corpo;
  • Sensação de calor na mama;
  • Coceiras;
  • Náuseas e vômitos;
  • Febre acima de 38°;
  • Calafrios;
  • Mal-estar generalizado.

Diagnóstico 

A mastite tem cura e precisa ser tratada o quanto antes. Ela não deve ser entendida como um problema comum das novas mamães que “vai passar com o tempo”.

A negligência quanto ao problema pode causar uma infecção mais preocupante, como um abscesso mamário, que costuma ser drenado cirurgicamente. 

Nessa situação, será necessário a interrupção da amamentação em razão da presença de pus saindo da mama. 

Além do abscesso, a falta de tratamento pode fazer com que o problema evolua para uma infecção generalizada. 

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Portanto, ao detectar os sintomas da mastite, procure seu médico imediatamente para a possível confirmação do diagnóstico e início do tratamento. 

O médico vai conseguir confirmar a mastite por meio da análise do seu histórico de saúde e das considerações a respeito dos sintomas.

Quando há suspeita de infecção, o médico costuma solicitar também uma análise do leite materno ou de uma possível secreção liberada pela mama para verificar a existência de bactérias. 

Tratamento 

O tratamento da mastite é realizado a partir da utilização de medicamentos, como antiinflamatórios e analgésicos, que aliviam ou retardam os sintomas da inflamação.

Caso a análise do leite materno ou secreção mamária detecte a presença de bactérias, o médico também pode recomendar a utilização de um antibiótico.

A utilização do antibiótico pode durar de dez a 21 dias, de acordo com o tipo e o grau da infecção.

É importante lembrar que em muitos casos o problema pode ser resolvido com analgésicos bastante comuns, como o ibuprofeno e o paracetamol, mas isso não dispensa a visita ao médico.

Ainda que não seja necessário um antibiótico ou outro medicamento mais específico, é o médico quem deve avaliar a situação e verificar os possíveis riscos de evolução do problema para uma infecção. 

Sem uma avaliação médica, você corre o risco de adotar um tratamento inadequado e fazer o problema piorar.

Isso sem falar que, nos casos das lactantes, qualquer medicação ingerida fora da dose correta pode afetar também a saúde do bebê.

Além da consulta ao médico e da ingestão dos medicamentos adequados, há outras ações que podem ajudar na aceleração da recuperação e no alívio dos sintomas. 

A primeira delas é a ingestão de bastante líquido diariamente, principalmente a água, mas também a água de coco, os sucos e chás naturais. 

Esse é um hábito a ser cultivado desde o início da gravidez, mas se você o abandonou ao longo dessa trajetória, é hora de retomá-lo. Tome pelo menos dois litros de líquidos por dia.  

Outra coisa que pode ajudar muito na recuperação da mastite é a aplicação de compressas quentes na mama ou até mesmo o ato de tomar um banho quente.

Uma massagem circular e com movimentos mais delicados na área afetada também pode ajudar a aliviar os sintomas. 

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Em alguns casos, o tratamento da mastite não funciona apenas com a utilização de medicamentos e é necessária uma intervenção cirúrgica.

É o caso, como vimos, dos abscessos mamários. Para evitá-los, nosso conselho é que você procure o seu médico assim que notar os primeiros sintomas, para que o problema não tenha tempo de evoluir. 

Devo manter a amamentação após o diagnóstico da mastite?

Sim. Normalmente a interrupção da amamentação não ajuda no processo de recuperação da mastite. 

Pelo contrário, o próprio processo de amamentação ajuda no retrocesso da inflamação. O leite parado na mama pode tornar o problema ainda mais doloroso. 

Mas existem situações em que a amamentação se torna muito dolorosa com a evolução do problema e também os casos em que o bebê não aceita se alimentar através da mama inflamada. 

Se isso acontecer, você pode retirar o leite manualmente ou com uma bomba. 

Como evitar 

Se você está amamentando e quer prevenir a possibilidade de mastite, veja abaixo algumas ações que vão te ajudar nessa missão.

  • Esvazie completamente a mama ao amamentar o seu bebê;
  • Espere o esvaziamento completo da primeira mama antes de oferecer a segunda ao seu bebê;
  • Faça sempre a alternância entre as mamas;
  • Varie as posições para a amamentação, assim o leite será retirado de todas as partes da mama;
  • Amamente o seu bebê em uma posição adequada. Ele precisa estar em frente à mama e com a boca à altura do mamilo, para que você não tenha que forçar uma postura que pode provocar lesões na mama;
  • Amamente com mais frequência, sobretudo se as suas mamas estiverem cheias de leite;
  • Não use roupas apertadas, prefira os sutiãs próprios para a amamentação, que sustentam bem as mamas, mas não criam uma pressão excessiva;
  • Trate adequadamente possíveis feridas próximas aos mamilos, como as provocadas pela colocação de piercings. Assim você evita a entrada das bactérias causadoras da mastite. 

Concluindo

Além dos cuidados a serem tomados no sentido de evitar o desenvolvimento da mastite, é claro que você deve consultar o seu médico periodicamente e relatar a ele qualquer alteração que ocorra em sua rotina de amamentação.

Qualquer problema de saúde tem maiores chances de recuperação rápida sem grandes consequências quando é diagnosticado precocemente.

Então, fique atenta a qualquer mudança em seu corpo. Um simples desconforto pode ser um sinal de um problema.

E a maioria dos problemas relacionados à gravidez e à amamentação é simples e pode ser tratado sem nenhuma grande intervenção em seu cotidiano.

Manter-se informada sobre todos os assuntos relacionados à gravidez e à maternidade também é uma ótima alternativa para manter a sua saúde e a do seu bebê em dia.

Nesse quesito o nosso blog pode te ajudar. Acompanhe nossos posts. Todas as semanas temos artigos novos sobre o universo feminino.

E se você ficou com alguma dúvida sobre mastite, conte-nos nos comentários. Queremos saber sobre as suas experiências. Vamos trocar ideias! Até o próximo post!

 

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