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Tabela chinesa: Entenda o que é e como funciona

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Depois de fazer o teste de gravidez e ter a certeza de que o seu bebê está a caminho, você quer preparar tudo para a chegada dele. Nesse momento, uma das grandes curiosidades das futuras mamães é saber qual é o sexo do bebê e, se essa dúvida está te deixando ansiosa, certamente você já ouviu falar sobre a tabela chinesa.

É sobre ela que vamos falar neste artigo. Você vai entender o que é a tabela chinesa, vai saber se ela realmente dá certo, qual é a teoria em que ela se baseia e como ela funciona.

Leia os tópicos a seguir e tire as suas dúvidas sobre o assunto.

O que é tabela chinesa?

A tabela chinesa é um método baseado na astrologia oriental que, de acordo com algumas crenças, pode revelar o sexo do bebê logo no início da gravidez.

A tabela se baseia no calendário lunar chinês, sendo que, para descobrir o sexo do bebê, segundo o método, basta saber o mês da concepção e a idade lunar da futura mãe nesse momento.

Além de sua utilização para diminuir a ansiedade quanto à descoberta do sexo do bebê, o uso da tabela chinesa também é pra quem deseja ficar grávida e quer ter o poder de escolha sobre o sexo do bebê.

Isso porque, segundo a crença da medicina tradicional chinesa, é o momento da concepção no referido calendário que determina o sexo da criança. 

Então, bastaria que o bebê fosse concebido no momento adequado para que a futura mamãe tenha um filho do sexo que ela deseja. 

Existem muitos relatos de pessoas que utilizaram o método e obtiveram resultados precisos, mas a tabela chinesa não foi comprovada cientificamente. 

A tabela chinesa dá certo?

Existem muitas crenças, remédios e métodos populares que, assim como a tabela chinesa, não são comprovados cientificamente, mas apresentam resultados para quem usa.

Você certamente já ouviu falar de algum remédio caseiro para problemas de saúde que os médicos não costumam indicar, mas trazem resultados para algumas pessoas.

Pois bem, a tabela chinesa também pode funcionar como método para descobrir o sexo do seu bebê, mas não é reconhecida pela comunidade científica como um cálculo realmente seguro.

Como as prossibilidades são apenas duas (sexo masculino ou sexo feminino), é claro que existem muitas chances de você fazer o cálculo segundo a tabela chinesa e acertar o sexo do seu bebê.

E é nessa tecla que a comunidade científica bate quando desacredita a tabela chinesa: falta bom senso e lógica ao método.

Mas a falta de explicação lógica não é o único problema. Uma outra dificuldade é saber qual foi a data exata da concepção.

Isso porque não basta saber a data em que você teve relações sexuais. O espermatozóide pode permanecer vivo por até seis dias dentro do trato reprodutor das mulheres.

Então, se você teve relações sexuais no dia 30 de abril, pode ovular e ser fecundada somente no dia 5 de maio. 

Como o mês da concepção tem muita importância dentro do método da tabela chinesa, todas as mulheres que tiverem relações sexuais nos últimos dias do mês podem não conseguir fazer o cálculo com precisão.

Isso sem falar que a mulher pode ter tido múltiplas relações sexuais em dias seguidos, o que também torna difícil a definição da data da concepção.

O que a ciência diz

Além disso, ao basear a definição do sexo do bebê somente no calendário lunar e na idade da mãe, a tabela chinesa vai de encontro a argumentos cientificamente comprovados.

Segundo a ciência, o sexo do bebê é definido pelo espermatozóide masculino. Caso ele carregue o cromossoma sexual X, o feto será uma mulher.

Caso ele carregue o cromossoma Y, o feto será um homem.

Sendo assim, a genética da futura mamãe teria pouca influência sobre o sexo do bebê, já que ela possui apenas cromossomas X.

Porém, há quem argumente que o organismo da mulher e seu estado no momento da fecundação influenciam diretamente na escolha do espermatozóide que irá fecundar o óvulo.

De todo modo, uma explicação com base em dados científicos seria necessária para fundamentar a tabela chinesa.

Podemos pensar, por exemplo, em mulheres que têm filhos gêmeos, sendo um de cada sexo. Como a tabela poderia ser eficiente nesses casos?

Então, a utilização do método vai depender das suas crenças. Se você é adepta da astrologia oriental, por que não tentar fazer essa descoberta logo no início da gestação?

Mas se você é uma futura mamãe que quer ter a garantia de que o resultado deu certo, é melhor seguir os métodos cientificamente comprovados.

Isso não significa que você não possa utilizar a tabela chinesa como um método recreativo, para se divertir e também para aplacar a ansiedade.

O que você precisa ter em mente é que a tabela chinesa não é um recurso nem preciso e nem comprovado. 

Por isso, mesmo que você a utilize, tire a prova com os métodos cientificamente comprovados para a descoberta do sexo do seu bebê.

Qual é a teoria da tabela chinesa?

A tabela chinesa se baseia em uma teoria que se fundamenta em um gráfico cuja origem é imprecisa.

Achou-se o gráfico em um túmulo da família real da Dinastia Qing nos arredores de Pequim há cerca de 700 anos, segundo uma das teorias.

Há também uma versão da história que afirma que o gráfico foi descoberto em uma sala subterrânea também na dinastia Qing.

Ele teria sido feito com base na teoria Yin Yang, dos cinco elementos: metal, água, madeira, fogo e terra.

Outra teoria é a de que o gráfico pertencente à Dinastia Qing desapareceu por volta do ano 1900 do palácio do imperador, e encontrou-se na Inglaterra e, posteriormente, na Áustria.

Depois disso, um pesquisador chinês o teria copiado e publicado em um jornal, tornando-o mais conhecido do público e deixando de ser um privilégio da realeza.

Outras crenças e teorias

Segundo a crença, os antigos imperadores utilizavam a tabela para garantirem uma descendência masculina.

Isso asseguraria a continuidade da linhagem real e a manutenção do poder.

Mas a linha sucessória dos imperadores chineses não foi composta exclusivamente por homens ao longo da história.

Se eles tinham posse de um método tão eficaz de definição do sexo e desejavam ter filhos homens, por que sua descendência varia entre homens e mulheres?

De todo modo, a tabela chinesa é muito conhecida e, desde 1972, o Almanaque dos Fazendeiros Chineses publica o gráfico anualmente. 

Mas, apesar de muito popular, a tabela chinesa não se baseia em nenhum parâmetro lógico.

Isso quer dizer, que o método afirma que a idade lunar da mãe e o momento da concepção do bebê definem o sexo, mas não explica o porquê desta crença.

Por isso, a tabela chinesa é vista como uma teoria e não como um método eficaz, que teria que ter uma explicação racional e uma comprovação científica. 

Como funciona a tabela chinesa?

Para usar a tabela chinesa é preciso ter em mãos algumas ferramentas para fazer a correspondência entre o calendário lunar chinês e o calendário gregoriano ocidental que utilizamos.

Essas ferramentas de correspondência entre os dois calendários você encontra facilmente na internet.

Feita a correspondência, o passo seguinte é descobrir a idade da futura mamãe segundo o calendário lunar chinês.

Em geral, mulheres nascidas entre os meses de março e dezembro possuem como idade lunar um ano a mais do que sua idade real.

Já as mulheres nascidas nos meses de janeiro e fevereiro possuem como idade lunar a mesma idade que possuem segundo o calendário gregoriano ocidental.

O mês em que se concebeu bebê é outra variável a se considerar na tabela.

Com esses dois dados, você pode cruzar as variáveis no gráfico da tabela chinesa e ter uma indicação de qual será o sexo do seu bebê.

Mas não esqueça de também utilizar os métodos cientificamente comprovados para ter certeza sobre o resultado.

Métodos que são realmente confiáveis

Como dissemos ao longo deste artigo, a tabela chinesa não conta com nenhuma comprovação científica.

Várias pesquisas já foram feitas. Entre elas, se destaca uma realizada na Suécia entre 1973 e 2006, com a aplicação da tabela chinesa em mais de dois milhões de casos.

O resultado foi de apenas 50% de acerto. A mesma porcentagem obtida quando se tenta acertar o sexo do bebê jugando cara ou coroa, por exemplo.

Por isso, os métodos realmente confiáveis para a descoberta sobre o sexo dos bebês são os cientificamente comprovados:

  • O ultrassom obstétrico, que pode ser feito após a 16ª semana de gestação. Esse exame é o mais utilizado e está disponível na rede pública de saúde;
  • O exame de sexagem fetal, que pode ser feito após a 8ª semana de gestação. Trata-se de um exame mais caro e, por isso, menos utilizado, que não está disponível no Sistema Único de Saúde brasileiro.

Esses exames são solicitados pelo obstetra e esse é mais um motivo para você manter o seu acompanhamento pré-natal em dia.

Mas se você está muito ansiosa e ainda está nas primeiras semanas, utilize a tabela chinesa e depois nos conte se deu certo para você.

Até o próximo post!

 

 

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